quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Vamos embora.

Já está.
Este ano já lá foi.
Estes últimos 2 anos parece que estive adormecida.
Não fiz nada, não fui eu.
Fui eu mais o cancro.

Não faço planos para 2016.
Vou apenas esperar que seja bem melhor e me traga algumas surpresas boas.
Mas já agora... posso pedir alguma coisa...
Ora, dinheiro dá-me jeito, amor também é bem vindo. E um rabo de sonho.
Três coisas tão simples para eu ficar feliz.
E saúde! Nunca mais me posso esquecer de pedir saúde.


Este final do ano acabou bem.
Com boas notícias.
A minha irmã vai casar;
 e há um bebé a caminho (não dela).
Já disse que estou ruiva?
Tenho de arranjar maneira de mostrar :)

Adeus 2015.
Vou comemorar muito esta despedida no Royal Palace.


Feliz ano novo!

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Natal tardio

Ontem mr. pannacotta veio jantar comigo. Mal chegou a 1ª coisa que me perguntou foi pela sua prenda de Natal. Eu ri-me. 1º porque não falamos nada de prendas, 2º porque já lhe tinha dado uma garrafa de maple syrup, que trouxe de Toronto. 

Enquanto eu arrumava as últimas tralhas das mudanças, ele pôs a mesa para jantar. Quando me sentei, tinha um embrulho da fnac no meu lugar. "Só pode ser o livro Cem anos de solidão do Garcia Márquez, que tinha ficado de me emprestar..." - pensei eu.
Mas não. Esse também o trouxe para eu ler. Disse-me: "É o teu livro - A rapariga que inventou um sonho". 


Derreti. Não é difícil fazer-me derreter.
Mas não ficamos por aqui.
"Há uns dias passei numa loja e vi uma coisa, que me lembrou logo de ti... Não sei o teu número, espero que sirva."




E eu fiquei em êxtase. 
Tão a minha cara.

sábado, 26 de dezembro de 2015

(Re)começos

Estava a ler este post da Miss Smile e percebi que eu acredito mesmo em novos recomeços. Acho que é sempre possível recomeçar, mesmo quando nos parece que tudo o que tínhamos deixou de fazer sentido. 
Há 6 meses estava triste.
Estava a recuperar dos meus tratamentos, queria voltar a fazer as coisas que gosto. Queria coisas novas. Queria ser amada. Queria partilhar os meus dias, as minhas alegrias e conquistas.
E quando queria isso tudo, senti-me posta de parte.
Senti que estava sozinha a querer coisas novas. Estava sozinha amar, pelo menos da minha maneira. Queria partilhar com quem não estava assim tão interessado nisso.

Fiquei zangada.
Senti-me magoada.
E agora? - pensei - Agora vou sofrer. Vou reerguer-me. Vou trabalhar para mim. Vou investir em mim. Vou focar-me em mim e deixar para trás quem não me serve.

Fiz um retiro de fim de semana, com o telemóvel desligado. Na praia. Com amigos novos.
Voltei com novo fôlego. Voltei a pensar que me poderia apaixonar outra vez.
Voltei a jantar à sexta feira com as minhas amigas.
Voltei a sair para dançar, com elas.
Conheci pessoas novas.
Senti-me bem. Senti-me apreciada.
Por tudo o que passei no último ano e meio achava que não ia ser assim.
Felizmente tudo volta ao normal.
É possível recomeçar tudo de novo.

Eu sou mais eu.
A minha personalidade é mais forte.
Sei bem o que quero.
Sei bem aquilo que não me interessa.
Dei uns passos em falso, mas correu sempre tudo bem.
Sinto-me de novo a apaixonar. E eu que pensava que não ía ser tão cedo.
Tinha deixado de acreditar no amor. 
Mas afinal sou uma eterna romântica.
Vou ser sempre.
E dou graças por tropeçar em pessoas que me fazem feliz.

Quero recomeçar.
Quero acreditar que as pessoas aparecem nos momentos certos.


Bendito fim de semana de retiro.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Gostas de panna cotta?

Ontem perguntaram-me:
"Gostas de panna cotta?"

"Sim" - respondi eu.

"Mas, muito ou pouco?"

"Médio..." - disse.


"Tu sabes a panna cotta.
Na verdade, tu és como a panna cotta. 
Macia, suave e doce q.b."



Morri, fui ao céu e voltei. 
Hoje só consigo pensar em panna cotta. 
Foi a coisa mais linda que me disseram nos últimos tempos. 
Acho que vou ficar apaixonada.



quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Promessas (in)cumpridas

Relativamente a isto tenho a dizer em minha defesa:

1. Não consegui cumpri a abstinência de doces. Fracessei completamente a pouco mais de uma semana do fim... Escusado será dizer que o milka com oreo e o toblerone branco que estavam intactos, já vão a meio...

2. Quanto às compras, fez um mês e mantenho-me fiel. 
Muito mais fácil!

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

NYC by frames - day 2

2º dia de Nova York:

Brooklyn Heights Promenade - vista para Manhattan
 É muito interessante a requalificação que estão a fazer na antiga marina (são os retangulos que se vê na água). Transformaram em praças de deporto, com campos de basquete, pistas de corrida e locais para fazer exercício.

Depois de meia hora sem encontrar a entrada pedonal da ponte...

Brooklyn Bridge 
 A ponte tem a particularidade de ter duas faixas, uma para peões e outra para bicicletas. As bicicletas andam a alta velocidade e os turistas distraídos como nós quase são atropelados enquanto tiram fotos...

Chegamos a Downtown - é só homens giros engravatados :))

Broadway Avenue - depois de engraixar as minhas botas na rua

Restaurante asiático Ramen CO, que o meu amigo me recomendou

Bull of Wall Street - é mesmo difícil apanhar o bull sozinho...

Liberty Tower - A torre mais nova e mais alta do World Trade Center

Memorial das Torres Gémeas

Memorial das Torres Gémeas

 É curioso o que fizeram. Deixaram o local das duas torres gémeas vazio, com grandes cascatas de água a cair. É realmente um lugar com muita carga emocional. É pesado e bonito.
A toda a volta estão escritos os nomes das pessoas que morreram no atentado.
Disseram-me que o museu do memorial é interessante mas acabammos por não ir.

Little Italy - E é mesmo little, quase a ser comida pela China Town.

China Town - dispensa apresentações

Nova estação de metro do Calatrava (ainda meia em obras) - World Trade Center

Em Nova York não há comidas tipicas... mas há comida de todo o mundo

White Hotel Rooftop - Brooklyn

White Hotel Rooftop - Brooklyn
Tudo o que tem vista para Manhattan é lindo. À noite principalmente.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Ataque de pânico e euforia

Hoje, em véspera de 2º exame do curso de projetista de incêndios que ando a fazer, enviam-nos a classificação do exame anterior... sempre bom!

Abro a grelha de classificação...
Sigo a linha do meu nome...
6 valores... 
Olho para as outras classificações e é das mais baixas...

Pensei: "6 em 10 valores. É mau, mas é positivo."
Olho melhor e vejo um 11.
"M*rda, esta classificação é em 20! 6 em 20! Estou perdida..."
Volto a olha melhor.
Falta contabilizar um exercício (5 valores).
Penso: "Ok, 6 em 15, melhorou... ainda assim sou das piores..."
Começo a contar à minha colega, dos pontos que tive nas perguntas e as que sabia e as que não... E ela diz "mas esses pontos não podem dar só 6 valores" 
Olhei melhor.
"Raios! Estava a ver mal! Eu tenho 9 valores! Sou a melhor dos arquitetos! Sou a 4ª melhor nota da turma! E o exercício que falta cotar era dos que sabia melhor!"

Depois do quase ataque de coração, fiquei eufórica!

Hora de ir para o curso.
Acabou a euforia...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

E morreram felizes para sempre

"A data do meu inter­na­mento no Hos­pi­tal Psi­quiá­trico Júlio de Matos estava já mar­cada há quinze dias. Quando ontem che­gou o dia, não pude escon­der o ner­vo­sismo. À hora com­bi­nada, 19 horas, lá estava eu à porta do Pavi­lhão 30, com mais umas deze­nas de paci­en­tes a quem, pro­va­vel­mente, teria sido diag­nos­ti­cado o mesmo mal incu­rá­vel, segundo dizem os espe­ci­a­lis­tas qual­quer coisa que a ciên­cia médica ainda não explica bem mas que anda nas fron­tei­ras da curi­o­si­dade mór­bida e do sín­drome de Stendhal. Pavi­lhão 30, logo aí onde, como reza a his­tó­ria, eram tra­ta­dos os casos mais gra­ves de dis­túr­bios psi­quiá­tri­cos. Logo à entrada, fiquei com uma ideia daquilo que me espe­ra­ria nas pró­xi­mas horas: deve­ria mover-me pelos dois anda­res do edi­fí­cio e do seu labi­rín­tico cir­cuito com uma más­cara bem colada à boca, sem poder sole­trar uma pala­vra, no meio de uma cor­tina de fumo, e com um som per­ma­nente de pista de aero­porto a ribom­bar nos ouvi­dos. Nada tran­qui­li­za­dor, por­tanto."



Foi assim, ontem, o meu serão.
Eu e mais 3, depois de comermos um hamburguer no prato, mesmo bom, na Hamburgueria Barrosã, em Alvalade (podem ir que é boa, as sobremesas foram uma agradável surpesa!) rumamos ao Hospital Júlio de Matos, que para quem não sabe é um hospital psiquiátrico. 
Tinhamos entradas vips, o que nos deu acesso a uma espécie de laboratório, com bebidas em tubos de ensaio, as plantas do edifício para que as pudessemos estudar e as fotografias de todas as personagens, com o respetivo nome.
Teatro Imersivo é o que lhe chamam.
Para mim foi uma experiência surreal, num hospital psiquiátrico,  à noite, com fumo, máscaras de hospital, sem telemóvel, sem poder falar, sem poder dar a mão (mas eu fui rebelde e dei umas quantas vezes), com um monte de gente desconhecida, a percorrer salas de tratamento, corredores e escadas, seguindo as loucas personagens, com corridas, tentando não intreferir nos seu percursos e tentando perceber como se desenvolvia a trama.

Gostei mesmo muito e aconselho.


Fica o trailer.
(é imaginar isto, com 50 pessoas por todo o lado, atrás dos atores)


quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

NYC by frames - day 1

Não há muito a escrever sobre NYC.
A meu ver, a cidade é, exatamente, como a vemos nos filmes.
Cheia de pessoas, de movimento, de luzes, de coisas para fazer. 
Tem uma diversidade de culturas brutal.

As fotos são muitas, a maior parte dispensa apresentações.
Vou colocando o dia-a-dia da minha viagem.

Enjoy the ride.


Vista de Brooklyn para Manhattan, a caminho de casa

Universidade de Columbia

Ginásio da Universidade (tive de ir espreitar ;))

Central Park, com as cores mais maravilhosas do mundo

Central Park (descemo-lo inteirinho)
Lago do Central Park

Algures entre o Central Park e Times Square...

Algures entre o Central Park e Times Square...

Times Square (a foto não demonstra a grandiosidade da coisa)

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Preparar as tropas para a mudança...








Ou: como me preparar psicologicamente para mudar.

Disseram-me estes dias que as ruivas são as mais perigosas.
Será que vou ficar ainda mais?

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Sonhos (parte II)

E eis que continuo a ser fonte de inspiração para sonhos...
(mensagem transcrita)


"Bom dia!
Sonhei que tinhamos saido e por alguma razão tinhamos que passar em minha casa. Fazia frio mas ainda estava sol, por isso pode muito bem ter sido um destes dias. Quando estavamos a caminho reconheci aquelas ruas e percebi que a casa para onde iamos era outra que não a minha, era a casa onde cresci quando era miúdo. Estranhamente tu ias mais a frente e nisto, ao fundo da rua, vimos uma galinha.
Olhaste para mim e encolheste os ombros e eu comentei que maluquice seria aquela.
Logo a seguir vimos um javali. Depois uma vaca. Depois um urso. Depois começaram a vir dezenas de animais da floresta, da quinta, da montanha na nossa direção e nós sem perceber porquê começamos a rir e não paramos até chegar a minha casa, que não é minha mas que já foi.
Do resto não me lembro... mas de certeza que houve mais maluquice."


E não estamos a falar do mesmo senhor...

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Hoje é um dia bom.

Hoje acordei sonolenta.
Ainda por cima tomei um antiestaminico porque ando com umas mordidelas de bicho.
Apanhei o autocarro e fui a pensar na vida.
Há um ano e meio estava a começar a quimioterapia.
Hoje, dia 24 de novembro, injectam-me o último shot da saga #umshotde3em3semanasnãosabeobemquelhefazia. De repente, fui assolada por uma retrospectiva dos últimos 16 meses. Lembrei-me de todos os shots, das pessoas que me acompanharam, dos sintomas que tive, das transformações físicas, das boas e das más, das incertezas e das certezas, sempre com o pensamento de que melhor não poderia ter corrido. 
Acaba hoje.
Tudo o que é injetável acaba hoje. 
Hoje é mesmo um dia importante e eu estava sonolenta, mas já não estou. Até tenho um nervoso miudinho. 

Não parecem 16 meses, parecem 5 anos. Passou tanto tempo! Fiz tantas coisas! Mudei tanto! 
Mandei mensagem ao Peter Pan. Assim na paz. Só para partilhar o final da saga em que ele foi tão presente, mas que entretanto lhe perdeu o rasto. 

Hoje é um dia bom.

Vamos a isto.


Até tive direito a brinde!

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Sexta feira é dia de...

Sexta feira costumava ser dia de deixar aqui gatinhos...
Ora vamos lá.

Mr. Ben Howard.








Benjamin John Howard
24 April 1987 (age 28)
London, England
Folk Rock
Singer - Songwriter
Guitar Percussion


Bom fim de semana!