quarta-feira, 7 de setembro de 2016

A viagem e o casamento

Férias, casamento, amigas, roadtrip, sicilia, sol, mediterrâneo, aeroportos, saudades, barriga cheia, natureza...

A última semana foi cheia destas coisas. Quem segue no IG já viu algumas das imagens, mas agora fica o registo alargado. Há muito que tinha esta viagem marcada, pois uma das minhas amigas italianas resolvera casar. O desafio era ir ter a Catania, na Sicília, encontrar-me com a outra amiga que vinha de Pádua, passar 2 dias na casa da noiva, incluindo o casamento e depois seguir de carro pela Sicília fora.
Depois de perceber que Catania é uma cidade pequena e consequentemente tem um aeroporto pequeno, com poucas ligações, perdi uns dias a tentar fazer a combinação perfeita de voos, uma vez que nos motores de busca as opções eram muito caras e com escalas de 1 dia pelo meio.

Resultado: Porto - Madrid - Catania e Catania - Paris - Porto.



Há 9 dias aterrava em Catania, com o rabo quadrado das horas de escala em Madrid, mas com um sorriso enorme ao ver um cartaz com o diminutivo do meu nome à saída da porta. A minha amiga! Com quem vivi um ano e com quem já passei momentos inesquecíveis. Um abraço gigante e demorado, com a maior força que consegui.

Pegamos no carro e rumamos a Ragusa, cidade da noiva. É tradição siciliana na noite antes do casamento o noivo fazer uma serenata à noiva e para ela estar em casa à hora combinada, mentimos a pedido de uma amiga da noiva e dissemos que o meu voo se tinha atrasado e só chegava as 22h. Visitamos Ibla, o centro da cidade, até ser hora de nos juntarmos aos amigos e assistirmos à serenata (claro que começamos logo com vinho siciliano, focaccia e arancino).
No final da serenata fizemos surpresa ao aparecermos à frente da noiva. Eu chorei. Ela chorou. E depois rimos todos com beijos e abraços.


Ibla - Ragusa


O casamento foi diferente do que eu imaginava. Talvez por ter sido numa 2a feira e toda a gente trabalhar no dia seguinte, não houve baile e terminou cedo. 
Depois da cerimónia na igreja, rumamos a Villa Fegotto para o copo de água. Típica Villa italiana tal como aprendi em história da arquitetura no 4º ano da faculdade. Havia apenas duas mesas corridas para os mais velhos e para nós, os mais novos, fardos de palha e bancos corridos. Era suposto ser um jantar volante, servido em diferentes espaços da Villa, sempre no exterior. De acordo com as minhas expetativas, quando chegamos aos pratos principais eu já estava pronta para rebolar de tantos antipasti (entradas). 

O facto de ser a única estrangeira e não falar italiano não me dificultou a vida, pois posso dizer que entendo 85% das coisas que me dizem (pois vivi um ano com elas as duas) e os restantes 15% tiro pelo contexto. Desta vez, acho que mais um mês e iria conseguir dizer frases com mais de 6 palavras. 
Além disso as pessoas do meu fardo de palha foram escolhidas a dedo, pois todas já tinham vivido, ainda que por pouco tempo, em Portugal ou Espanha, o que ajudou na conversação.











A parte mais engraçada (diferente do que estou acostumada nos casamentos portugueses) é que os amigos preparam jogos para os noivos, com recompensas caso corra bem.
Deu para rir muito! E para ter ideias para os próximos casamentos que por cá haja.

O resto da viagem virá assim que tenha um tempinho.

5 comentários:

Tim disse...

Nos casamentos franceses tb fazem o mesmo, nós portugueses somos mt cócós xD

Heart Can't See You disse...

Ai que giro .. por ser diferente e tal acho ainda mais giro. :)

Teresa disse...

Gostei do relato!!

♥Cat disse...

Deve ter sido uma viagem bem gira! E adoro o teu vestido!

VerdezOlhos disse...

Isso é que foi uma rambóia!!! :D que maravilha!
Eu espero que um casal amigo nosso italiano consiga estar presente no nosso casamento também, por isso acho que o relato me fez torcer ainda mais por isso, afinal é uma pequena aventura :D
Beijinhos