terça-feira, 18 de julho de 2017

E vão 3


"Há 3 anos atrás comecei a caminhada do #byebyecancer quando fiz a cirurgia de remoção de um tumor maligno mamário, grau 3. Depois da cirurgia veio a preservação de fertilidade, quimio, radio, imuno e hormonoterapia. Passaram só 3 anos mas já me parece que foi há muito tempo! Ainda tomo medicação, ainda tenho efeitos secundários, ainda faço muito exames, ainda tenho limitações... mas agradeço todos os anos que passam e eu me sinto bem, feliz, realizada e saudável.
A vida faz-nos tropeçar, mas é no momento em que quase caímos que vemos tudo de uma nova perspectiva. E não caímos."


Escrevi isto há 3 dias no meu IG.
Já era tarde, desliguei a luz e adormeci.
Acordei na manhã seguinte e até chorei com os comentários que me fizeram.
Não o escrevi para ser triste, nem para terem pena.
Escrevi porque queria registar o dia. 
Mais um ano, mais um ano...

terça-feira, 11 de julho de 2017

Alive, I'm Alive!


Passou mais um ano de Alive.
Mais um ano no Passeio Marítimo de Algés.
Mais uma banda do meu top5 para ver.

Lembram-se disto?

Pois bem, este Alive ainda foi mais especial.
Vi os Foo Fighters, morri de amor por eles. Foi um dos melhores concertos da minha vida. Só quem lá esteve percebe. O Dave não se limitou a cantar músicas. Entrou em palco e disse que o concerto ia ser fucking amazing. Falou com o público, disse piadas, desafiou... Pediu desculpa por não ter voltado antes a Portugal e o diálogo foi hilariante (ouçam abaixo) e depois de 1min. com toda a gente a cantar "e salta Dave, e salta Dave olé, olé!" eis que o Dave diz:

"I don't know what that means. (...) that's a new song, I like it! Well, that's the best song of all night..."



E de repente toda a gente grita: "Jump Dave, jump!! - e os músicos começam a entoar a música e o Dave saltar. 

O público ainda cantou mais 2/3 músicas que eles iam acompanhando com uns acordes.
Foram duas horas do melhor.
E o Mr. ainda me concedeu uma música nos seus ombros (coitadinho, que eu sou peso pesado). Imaginem eu, que meço 1.72m aos ombros dele, que mede 1.87m... Era a pessoa mais alta do recinto.


Aqui fica o concerto completo que passou na RTP1. Vou vê-lo quando tiver tempo. Vi só uma música e já fiquei em pulgas...

Mas o Alive teve mais coisas boas.
Para além dos concertos (para quem quer saber Depeche Mode desiludiu em relação à outra vez) aconteceram mais duas coisas engraçadas por lá.

Na primeira noite vi que a Andreia (uma seguidora aqui do blogue) também lá estava e comentei no IG dela. 
A história da Andreia é engraçada, porque há 2 anos quando fui de férias à Galé, ela mandou-me mensagem a dizer que era de lá perto e que se tivesse sabido com mais antecedência se teria encontrado comigo. No ano passado estivemos as duas no Alive não nos vimos. Então ficou acordado que seria este ano. E foi!
Combinamos na roulotte dos cachorros e ainda andava eu à procura do Mr. quando a Andreia aparece, com um grande sorriso! E que gira que ela é! (tenho as leitoras mais bonitas!) Fiz as perguntas da praxe, o que faz, quantos anos tem, de onde é... essas coisas, que isto de me conhecerem e eu não vos conhecer tem muito que se lhe diga! :P

Sabia também que um rapaz (do crossfit) que sigo e falo há quase dois anos no IG ia lá estar, então fomos mandando mensagem a dizer em que zona estávamos e se estivéssemos perto encontravamo-nos. E foi no 2º dia, já no final da noite, que fomos buscar cerveja bem perto um do outro e encontramo-nos. É estranho conhecermos uma pessoa sem nunca a termos visto. Mas é o que as redes sociais hoje fazem. E para quem está já a ser má língua, ficam a saber que apresentei o Mr. também.

Este foi o Alive em que transformei virtual em real.
Foi bom, foi genuíno e já ficou combinado com a Andreia avisar se voltar à Galé e com o Ricardo um treino com os Fhitunit às 7h da manhã...

frase cliché do Alive

quarta-feira, 28 de junho de 2017

festa, corrida e comida

Depois de um São João como deve ser, com sardinhas e amigos, sem grandes excessos nem balões de ar quente, regressei ao modo fit, que ainda ando a correr atrás do prejuízo das férias em Amesterdão e Bruxelas (sim, foi há dois meses...).
Dei um corridinha aqui por Belém e custou-me horrores. Parei 2 vezes pelo meio.

Ontem fiz avaliação no ginásio e eis que tenho mais 1kg na balança, que eu já tinha dado conta dele... Achei que seria massa magra, #sqn 😂 e é apenas um kg de gordura que ganhei, sem perder o músculo que já tinha (menos mal).
Tenho que regressar às malditas corridas que na verdade ajudam muito a manter a boa forma.

Hoje acordei sem saber o que fazer para pequeno almoço.
Abri o frigorífico e resolvi dar mais uma chance à tapioca. Segui a sugestão da Vera e juntei queijo e banana da Madeira madura. O resultado foi o melhor de todos! 
Qual presunto ou abacate... banana com queijo é que é!

Se ainda tem a tapioca no frigorífico, uma banana e duas fatias de queijo siga experimentar, que não se vão arrepender.

Uma publicação partilhada por Lu (@lu.fit.world) a


Para acompanhar esta chuva de verão, alto e bom som


terça-feira, 27 de junho de 2017

Não há duas sem três...

E porque os últimos são os primeiros (e a Catarina foi a primeira) cá está o presente que recebeu da querida Agridoce


Umas barrinhas energéticas para comer entre treinos, que esta miúda faz treinos bi-diários, e um rimel para ficar com umas pestanas ainda mais bonitas!! ehehe


Parabéns a todas miúdas-fit!
Somos as maiores!

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Com sabor a: Açores

Afinal os presentes do desafiofit já tinham chegado todos e eu é que andava completamente a leste :P
Diretamente dos Açores para Amesterdão, o presente da Andreia para a Vera.


Este teve um gostinho especial, visto a Vera já ter estudado nos Açores e já não se lembrar de como gostava das mulata! ehehe Além disso, um cházinho para disfarçar o presente nãofit. Boa tática!

Giro, giro é as mensagens terem sido todas escritas à mão... muito mais personalizado!
Sinto-me mesmo orgulhosa por ter organizado este desafio :)

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Ana mãos de fada(fit)


E este foi o primeiro presente (do desafiofit) a chegar, diretamente da Alemanha para o Porto, feito pela própria Ana para a Sofia.


...
É engraçado que organizei e fui a pessoa neutra do desafio. 
Ganhei apenas este corpitxo de verão ahahah

terça-feira, 20 de junho de 2017

Nike, o meu calcanhar de Aquiles

Venho só avisar que comprei mais uns ténis da Nike.
Andava a namorá-los há séculos! E ontem recebi mail a avisar que estavam com 50% de desconto on-line... Ficaram no carrinho de compras até agora, mas resolvi não os deixar fugir.

Desta vez não são para ir para o ginásio. Queria há muito uns ténis sóbrios para usar no dia a dia (que os meus ténis são quase todos fluorescentes...)



Agora é rezar para que o 40 unisexo seja do mesmo tamanho que o 40 de mulher... mas pronto, há sempre aquela segurança de devolução sem custos...



Costumam comprar on-line? Ou só perdem a cabeça nas lojas? Há lojas onde recomendem 100% as compras on-line pela facilidade e bom serviço?

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Conversas na MAC

Depois do último episódio voltei à MAC.
Esperei nada mais, nada menos do que 3h para que a médica viesse falar comigo para me dar os papéis para o prolongamento do congelamento dos meus ovócitos.

Acho que era a única pessoa sozinha (ou seja, sem par) naquela sala de espera. Senti-me um bocadinho peixe fora de água. Embora a sala seja cor de rosinha, esteja limpinha e silenciosa, os momentos que os casais lá passam não são muito agradáveis. Estamos a falar do serviço de Fertilidade. Há uma grande carga emocional. Muitas frustrações, muita espera, muito desespero... mas acredito que haja também momentos felizes, mas esses penso que se passam entre 4 paredes e não sala de espera...

Enquanto o meu rabo ficava quadrado (que 3h senhores, 3h é muito tempo), o meu telemóvel ficava sem bateria e as minha cutículas sem pele entraram naquela sala dezenas de casais.
Dessas dezenas eu reconheci dois deles.
Baixei a cabeça e fiz de conta que não vi, enquanto se dirigiam ao balcão.
Achei que não era o momento oportuno para um "olá, tudo bem? Por aqui?" - isto porque eram apenas conhecidos e não amigos meus.

Nunca se sabe como as coisas estão a correr, se as pessoas se sentem à vontade para falar... senti um aperto. Pessoas que eu conheço estavam ali, num barco parecido com o meu (mas tão diferente). Já não eram só cara desconhecidas que entram e saem.

É estranho.



De rabo quadrado ouvi chamarem o meu nome. 
Levantei-me e fui. Assinei os papéis e expliquei à médica a questão da mutação genética perguntando a opinião dela sobre retirar mamas e ovários e quais as consequências desse procedimento na gestação de um bebé.

A médica olhou para mim com cara de estupefacta.

"Deixe-se disso e esteja mas é quietinha. Quer ter filhos já? É que se quiser até já podemos parar essa medicação que está a fazer. Se não quer já, acabe lá os 5 anos, e depois tenha filhos. Tenha logo os dois de seguida, que é melhor. E depois disso tudo logo pensa nessa questão. Há imensa gente que anda aí com a mutação do BRCA1. Esteja mas é quietinha..."


Sempre bom ouvir opiniões de quem vive no mundo real.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Frigideira minha, frigideira minha, haverá tapioca melhor que a minha? (sim, de certeza)

Da última vez que fui às compras ao continente vi tapioca, daquela que não é preciso hidratar nem peneirar... Decidi comprar. Já tinha ouvido maravilhas e até já tinha ido à Beiju almoçar com uma amiga (minha Alex intolerante ao glúten<3) e soube-me bem.
Vai daí, comprei.

No início da semana tentei fazer pela primeira vez.
Zero. A primeira foi direita para o lixo. Pus uma camada tão fina na frigideira que se desintegrou completamente. Não convencida voltei a tentar. Coloquei queijo no meio e já estava pronta a comer. 
Resultado: Não sabe a rigorosamente nada. O Mr. provou e não gostou.
Tinha o saco aberto e não o ia deitar fora.
No dia seguinte voltei a tentar. Não tinha muita fome ao jantar e então fiz com presunto e queijo.
Mais uma vez não fiquei convencida. Volto a dizer, a tapioca não sabe a nada e tem uma consistência estranha. Bolinhas duras e secas...

Como não a vou deitar fora, hoje voltei a fazer para pequeno almoço.
Desta vez deitei a tapioca antes de aquecer a frigideira. É que assim consigo colocar uma camada suficiente e uniforme. Em termos de consistência melhorou.
Coloquei presunto, abacate e mel no meio.
É verdade que melhorou consideravelmente. O húmido do abacate, com o salgado do presunto e o doce do mel funcionaram. A tapioca continua a não saber a nada, mas o recheio compensou.


Resumo:
- A tapioca não sabe a nada. Mas funciona como mais uma opção de pequeno almoço ou lanche (ideal para quem não quer comer glúten - não é o meu caso);
- Demora 2 min. a ser feita, é um ponto positivo;
- Diz-se que são hidratos de carbono bons;
- Fica bonita no prato e no meu IG.


No final do saco decido se compro mais.
Ainda não estou 100% rendida,

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Como as pessoam me conhecem bem

Ontem contava à minha prima o meu estado atual de irritação, mudanças repentinas de humor, falta de vontade de fazer coisas e apetites de me deixar por casa.
A pergunta dela foi a seguinte:

"Mas tens ido ao ginásio?"




(Realmente o ginásio nestas questões ajuda-me, e a verdade é que com a corrida de Alverca andei só a correr e não pus lá os pés... Mas acho que estes sentimentos estão mesmo associados ao tratamento hormonal que faço - e ainda vou fazer por mais 2 anos e meio...)

Calças e o verão

Está calor. 
Está calor mas a mim não me apetece andar de saia ou vestido todos os dias. Digam o que disserem, para mim, calças é mais prático. Agora, com este calor as dezenas de calças justas de ganga e derivados que tenho, simplesmente, não funcionam.

Comecei a olhar para as calças de verão (de tecido leia-se) que tenho:

1- Umas lindas às flores, tipo seda, onde encontrei um rasgão...
2- Umas linda às flores que ficaram curtas depois de fazer a baínha...
3- Umas verdes que quase não me servem nas pernas (perna grossa agora é o que dá)
4- Umas baggy que ao por um elástico novo na cintura ficaram apertadas...
5- umas pretas, que pronto, são pretas e no verão não gosto...

Cheguei rapidamente à conclusão que tenho que parar de comprar calças para o ginásio e passar a comprar para o dia a dia porque realmente é o que me faz falta.

Pesquisei um bocadinho e percebi também que o que está a dar este ano são calças largas mas curtas, que eu detesto, mas que faz com que aquelas número 2 ali de cima estejam aceitáveis.
Ainda assim encontrei estas que quero ir ver às lojas:

Berska

Berska

Berska

Mango

Stradivarius

Stradivarius

Stradivarius
Não fui ver à Zara porque o site não estava a funcionar bem. Mas tenho a certeza que há pra lá muita coisa bonita e para o meu gosto.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Quem diria que fazia os 10

Depois deste post fui mais um dia para o Jamor. Pensei em correr 5/6km, mas depois de falar com a Agridoce (expert em corridas) decidi só dar uma voltinha para descomprimir. 

Estava um vento descomunal que nem conseguia correr. Decidi parar quando senti as pernas cansadas e ficar a fazer alongamentos na relva. Alongar bem as pernas e pensar nos 10km que ia fazer 3 dias depois, ou seja no domingo.

Durante sexta e sábado estive nervosa. Correr 10km põe-me nervosa, especialmente quando não me sinto fisicamente preparada, ou psicologicamente motivada... Tenho andado numa fase menos boa, mais irritada, de mau humor e com vontade de não fazer nada. Sentia o meu corpo cansado e também não andava a dormir como deve ser.
Na sexta à tarde o N. (o culpado da corrida) encontrou-se comigo em Lisboa e deu-me os kits. Obrigada. Agora: porque é que kits de corrida vem com biscoitos super bons de uma pastelaria local??
Sexta e sábado não houve excessos. Nada de álcool, nada de doces, comida saudável e proteína boa. Tive uma festa de anos mas felizmente a aniversariantes é vegetariana, intolerante à lactose e ao glúten, então só havia coisas saudáveis, até o bolo.

Domingo à noite comi a típica massa com frango grelhado, dicas do treinador. Fui dormir cedo, mas antes preparei a roupa e acessórios para a corrida e fiz uma mega panqueca proteica para pequeno almoço.

Se não fosse o Mr. não tinha acordado. Enganei-me a por o despertador... Além disso, o fofinho, ficou uma hora a por as músicas que escolhi no i-pod, enquanto a princesa dormia.
Eram 8:30min. da manhã de domingo e já estava em Entrecampos na casa da minha mate. Não sei como a convenci a ir à corrida, foi a estreia dela nos 10km.
Rumamos a Alverca.

A 25min. do início da corrida, estávamos nós na partida, a trocar as últimas impressões, quando de repente me dou conta de que tinha o meu relógio cardio-frequencímetro mas me faltava a banda para medir o batimento cardíaco! Tinha-o deixado no carro... Lá vou eu disparada para o carro, que estava a quase 10min. de distância... 

"Vai a correr, sempre fazes o aquecimento" - disse-me a outra amiga mais experiente na coisa.
Assim fiz. Numa corridinha cheguei ao carro em 3 tempos, pus a fita à volta das costelas e voltei a passo. Dos nervos já tinha a bexiga cheia. Ninguém corre 10km com a bexiga assim...impossível. Avistei uma galp e foi a minha salvação.
O tempo estava encoberto, ótimo para correr, embora demasiado abafado.
Quando cheguei à beira delas já faltavam apenas 10min. para começar. 
Muito rapidamente espalhei protetor solar +50 por toda a pele, pois branca como sou, sabia qual seria o resultado caso não pusesse. Efeito camarão certo.

Começamos a corrida calmamente.
A C. deixou-nos logo à partida pois tinha um objetivo a cumprir. 
Os primeiros 4kms foram, a meu ver, pacíficos. Tinham passado 26min. quando chegamos ao abastecimento de água dos 4km. Toda a água que entornei em mim enquanto bebia soube-me pela vida, visto que, sensivelmente depois das 10:30 o sol espreitou e o calor dificultou a nossa tarefa. 
Os kms seguintes foram feitos debaixo de sol, sem vento, nas pistas da força aérea. Gostava de saber quem teve esta brilhante ideia de nos por a correr num descampado, tanto tempo, ao sol, com uns militares a olhar para nós (que até podiam ser giros mas nem vi, tal já era o cansaço). A mate quebrou o ritmo nesta parte. Não pelos militares, infelizmente. Os meus pés latejavam de calor e sentia a cara a ferver! As pistas acabam já ali - pensava eu. Enquanto pensava verbalizava para incentivá-la. 
Mas não, as pistas não acabavam "já ali"... foram 3 árduos kms assim.

Quando finalmente vimos o final das pistas entramos em terra batida. A sério? Terra batida? Valeram-nos os voluntários da prova, sempre sorridentes e incentivadores e os "amigos" que vamos fazendo pelo caminho, mandando uma ou outra piada. Falei o caminho inteiro, mas a mate foi parca em palavras. Estava em sofrimento. 
Entramos no último km e eu estava mesmo a ficar cansada... Pensei em andar quando vi que tinha que fazer a subida da ponte de regresso. Não sei onde arranjei forças, mas não parei, diminui apenas o ritmo. Entretanto avisto o N., em sentido contrário. Já tinha terminado a prova e voltou para trás para incentivar quem ainda não tinha terminado. Sempre bom quando alguém faz isto. 

Deviam faltar uns 600m e veio nova subida.
Aqui fraquejei. Ainda cheguei a dar 4 passos mas a mate abriu a boca para me dizer "nem penses que agora no fim vais desistir". E não desisti. Seguimos as duas, devagar devagarinho na subida e quando descemos vimos a meta... que sensação boa! Que euforia! 
Na reta final a C. (que já havia terminado) juntou-se a nós e passamos as 3 a meta de mão dada. 
Que lindo! Foi ideia minha... 
É simplesmente indescritível o sentimento de superação pessoal!


Depois da sessão de fotos aproveitamos os balneários municipais para tomar banho e seguimos para Arruda dos Vinhos, onde nos esperava presunto para negra, bacalhau assado e costeletão na brasa.
Saímos de lá a rebolar. 


p.s 1. - Pra quem quiser comer bem o restaurante chama-se O Fuso. E não é bom, é excelente.

p.s. 2 - A prova foi dura, mas se não fosse não teria piadinha nenhuma! Experimentem correr sempre no mesmo registo... é mentalmente mais cansativo. As mudanças obrigam o corpo a adaptar-se e isso é bom!

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Onde fazem bebés

Tinha posto na minha agenda (obrigada Google), há 3 anos atrás, que em Maio de 2017 tinha que me dirigir à MAC, a para prolongar o congelamento dos meus ovócitos. O normal é ficarem 3 anos, no caso de se precisar de mais anos, tem-se mesmo de ir lá e pedir para prolongar o tempo, caso contrário, vão direitos para o lixo.
Ontem estava a passar lá perto e achei que era a altura ideal para lá passar. 
Entrei e disse a que departamento queria ir. 

"Departamento de genética" - disse eu. O senhor ficou a olhar para mim com cara de quem não estava a perceber o que eu estava a dizer.

Nuns segundos fez-se um clique. Não é genética! Isso é a cena da mutação e é na Estefânia... "Não! Não é genética que eu quero. Ai... não me lembro do nome..."

"Ginecologia?" - perguntou o segurança.

"Não, não é ginecologia - disse eu a rir-me - Não me lembro do nome..."

De repente intervém o segundo segurança: "Deixa a senhora pensar."

Nesta altura começo a sentir um calor imenso. Estava a corar. Queria dizer que é onde se fazem bebés, mas dizer assim parece estúpido.

"Sabe lá ir ter? Se souber entre e vá." - perguntou o 2º segurança.

Mas eu já não me lembrava como chegava lá. Foi há 3 anos.

"Não me estou a lembrar. Não é genética mas é parecido... é onde se faz... eeeerrrr... é onde se congelam ovócitos..." - disse eu, ainda mais vermelha que antes, num tom de triunfo.

"Ah fertilidade! Quer ir para a fertilidade!"

Eu ri-me. Parecido com genética, dizia eu... só na minha cabeça... onde anda tudo ligado...



Porque é que fico imensamente corada? Não sei.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Que andas a fazer L das horas?

Ando a treinar para a corrida e ando a deprimir exatamente pelo mesmo motivo.

Os 10 dias de férias que tirei no mês passado (depois conto-vos como foi a viagem) não ajudaram nada, comi e bebi com fartura e agora o rabo pesa-me. Estou lenta e não consegui ainda chegar aos 10km nos treinos. Acho que a mente me anda a atraiçoar.
Ainda assim, tenho feito corridinhas. Na viagem inclusive... ora atentem:

Pré-férias

Em Amesterdão

Em Bruxelas 

De volta aos treino indoor

Na Cidade Universitária

Com um conterrânea que descobri no IG

Sozinha no Jamor, enquanto esperava pelo Mr.

Se não voltar cá depois de domingo é porque faleci algures por Alverca.
(N. a culpa viverá para sempre contigo)

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Porque não há só o Pinheiro...

Há algum tempo que comecei a reparar em grafitis a três dimensões por Lisboa. Não sabia quem os fazia, mas adorei sempre a forma como tinham sido feitos. Uma imaginação do outro mundo, utilizando lixo para criar imagens de relevo nos muros sem graça.
O primeiro que vi foi este, em Alcântara Terra.


Depois vi este no LxFactory.


De facto é altamente inovador o trabalho do Bordalo II. Não se limita a representar o mundo animal, mas conseguiu também criar uma sátira social em muitos dos seus trabalhos. Ora vejam: 

Our gift to Mother Nature

TMPFES ( Tráfico de Mulheres para Fins de Exploração Sexual)

Vaso de entulho ou Contentor de flores?

Trashburger

Heart Attack 

Gecko @ Alcântara, Lisboa

Red Squirel
Piece done in Dublin, Ireland

Trasherpillar 

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Sobre as palavras que me escrevem

Este blogue fica parado um montão de tempo, mas depois escrever um post (como o de ontem) e receber um mail como o que recebi da Esparvoada, bem, é gratificante e compensa todo o tempo que passo aqui a escrever.
É simplesmente fantástico.

Muito obrigada a toda a gente que deixou umas palavras reconfortantes.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Bomba [relógio]

A partir do momento em que temos um cancro e passamos por ele como se fosse uma pista de obstáculos, que ele nos persegue para todo o sempre. Além de ficar na história o nosso dia a dia vai sendo pautado por exames de rotina (ecografias, mamografias, ressonâncias magnéticas), colheitas de sangue, sensibilidade nas cicatrizes, comprimidos, idas ao hospital pra levantar mais comprimidos e mais uma data de coisas.
A juntar a esta panóplia de coisas apareceu-me a parte da genética. Em outubro tive a confirmação da minha mutação genética ao BRCA1, ontem tive a confirmação (ou quase) de que esta mutação é hereditária e está associada ao cancro da mama.

Há uns meses, a médica da genética pediu-nos que colhêssemos sangue à única tia-avó viva (irmã da minha avó) que já estava com 90 anos e bastante mal de saúde, para que se pudesse fazer a análise e ver se ela também teria a mutação.
Há uma semana recebi uma convocatória de consulta para mim e para ela. Infelizmente para ela já não veio a tempo, mas o seu contributo foi preciso. A mutação também existia nela, logo, chegamos à conclusão que é hereditária e aparentemente estará associada ao cancro da mama, uma vez que ela também o teve, aos 84 anos.


A médica chamou-me bomba relógio.
Preferi focar-me na bomba e esquecer o relógio.
Gosto dela, mas tem o seu "quê" de loucura e filtro muito o que me diz. Por ela íamos tirando "peças" de modo a reduzir as minhas probabilidades (que são altas) de voltar a ter cancro, não só na mama, mas também nos ovários ou noutros locais de que doutora já me falou. Infelizmente, como ela disse, não posso viver sem estômago ou pâncreas (caso contrário ela aconselhava a tirar).

Por ela faço cirurgias de remoção de mama e ovários.
Põe as coisas de uma maneira que parece simples.
Mas não é.
De todo.

Tomei uma decisão acerca disto já há alguns meses.
E até agora não se alterou.

Esta fotografia tem 2 anos. Ainda não havia cabelo, mas havia cara e mãos inchadas. Parece que foi há imenso tempo. 
Estou tão diferente. 
É uma metamorfose contínua.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Final do 1º desafio fit

Pois é que foi num "instante" que passaram os três meses de desafio.
Passou literalmente a correr!
Os exercícios foram do mais variado possível, não pensei sequer que íamos ter metade da motivação que tivemos. Fomos brilhantes durante três meses.
Partilhamos exercícios, dores, vitórias e conquistas, tempos, desalento por vezes, mas com as palavras amigas que recebemos o desalento transformou-se em motivação.
Os resultados disto, além desta "amizade fit", foram bem visíveis em cada uma de nós. Mais força, mais flexibilidade, menos preguiça, melhores tempos, mais saúde e umas formas mais bonitas.

O saldo foi tão positivo que prevejo um 2º desafio daqui a uns tempos.
Mais alguém gostava de participar?


Já agora os resultados:

obiquínidourado #catarina (78)
Sofia (57)
Vera (51)
Ldashoras (50)
Andreia (43)
imtalkingwithmyself (37)
Agridoce (26)

Houve duas desistências, mas esperamos que no próximo voltem em força ;)

segunda-feira, 10 de abril de 2017

E Dublin? (grande post...)

Dublin foi bom, mas curto.
Fui um pouco na expectativa, pois sendo a 2ª vez que lá ia não sabia bem como ia ser.
Apercebi-me poucos dias antes de embarcar que tinha sido a 1ª viagem que fiz com o Peter Pan e era também a 1ª que ia fazer com o Mr.Panna e isso provocou-me uma tensãozinha.
Aquela máxima do "nunca voltes aos lugares onde já foste feliz", um pouco por aí...

Felizmente a viagem foi muito fixe e basicamente só a cidade é que foi a mesma, porque nada do que fiz teve a ver com a primeira vez lá.


Os agrobetos
Para começar chegamos no St. Patrick's Day. Para quem não sabe é o feriado mais importante da Irlanda e sem dúvida que é o dia mais verde do ano, um autentico carnaval verde.
Ainda no aeroporto de Lisboa apanhamos uns agrobetos que também para lá iam. Aí uns 30 gajos vestidos à tirolês, às 8h da manhã a emborcar cervejas. Chegaram atrasados ao voo, fizeram barulho até aterrar e esgotaram o stock de cerveja do avião. Um bocadinho irritantes e com idade para não o serem, mas ok., parece que vale tudo neste dia.
Depois de chegarmos a a Dublin foi tempo de pousar as malas em casa, almoçar rápido, colocar as nossas boinas verdes de xadrez e fomos prá festa.
Não chegamos a tempo da parada, que tinha sido de manhã e constatamos que às 15h já a festa tinha terminado e já só havia homens do lixo nas ruas, crianças a beber por todo o lado e pubs com música brasileira com filas de 100m (sim às 16h).
A Irlanda tem um grave problema de alcoolismo. Para perceberem, nos dias feriado, só se pode comprar álcool a partir das 12.30, isto para que as pessoas não comecem a beber logo de manhã... se resulta ou não, não sei. A verdade é que os nossos amigos queriam ter comprado vinho para o almoço e não conseguiram.

Não só as pessoas, mas também a cidade veste-se de verde (e laranja).



Apanhamos este tempo nhónhó, sempre com aquela chuvinha que não atrapalha mas chateia.


Demos uma voltinha a ver o ambiente, comemos uns muffins ótimos e fomos diretos à zona de Temple Bar, que é onde ficam os pubs, porta sim, porta sim. Estava tudo a abarrotar de gente, mas ainda assim decidimos tentar a sorte num dos pubs mais conhecidos o The Porterhouse para bebermos umas cervejas locais, sempre com a boina na cabeça. A parte mais fixe dos pubs (além das cervejas) é que normalmente tem música irlandesa ao vivo. Foi o caso e foi mesmo giro, com a malta toda a dançar como se não houvesse amanhã.


Depois do pub continuamos a pé e passamos o rio Liffey pela O'Connell Bridge (este rio tem inúmeras pontes, eu no mapa contei 19...) e subimos a O'Connell Street, uma das avenidas principais até chegarmos ao The Spire.





Não tardava rumávamos a casa, com umas garrafas de vinho e cerveja para o jantar.

Se há coisa que eu não esqueço quando vou viajar é dos meus ténis e equipamento para ir dar uma corridinha. Não pela corrida em si, mas porque gosto de colecionar países onde já corri. É maluquice, eu sei. Ainda tentei convencer algum deles a vir comigo, mas foi em vão. Enquanto os rapazes foram buscar o carro que tínhamos alugado on-line eu fiz-me ao caminho e fui correr num jardim perto de casa. Se há coisa que os irlandeses têm de bom é a sua simpatia. Já tinha constatado da outra vez e voltei a aperceber-me. Toda a gente que se cruzou comigo no parque me deu um "good morning", desde o velhote a passear os cães, à outra rapariga que também estava a correr. Vá-se lá saber porquê, andei sempre em sentido contrário às outras pessoas...






 Corri com chuvinha, mas fiz ponto para os desafios fit e cheguei a casa e tinha estes fofos à minha espera. Enquanto tomei banho os outros 3 (o Mr. e os nossos tugas irlandeses) prepararam sandes para o almoço. Saudável e barato. Metemo-nos no carro e rumamos a Wicklow, o jardim da Irlanda, um paraíso natural. Estava um vento absolutamente brutal quando chegamos ao ponto mais alto da montanha, tão forte que tive medo de voar penhasco abaixo.











O momento em que fiz muita força na pernas para não voar.

Voltamos a jantar em casa e reservamos o dia seguinte (domingo) para ver os museus. Compramos as entradas on-line para termos algum desconto e lá fomos todos contentes. Aconselharam-nos o The Little Museum of Dublin, que como o nome indica é mesmo um mini museu, onde há visitas guiadas e nos é contada a história da Irlanda, por décadas, apenas pelas coisas expostas em duas salas. A guia era muito divertida, mas aquela pronúncia irlandesa dificultou um pouco a vida. Está incluída no bilhete a visita guiada ao St. Stephen's Green, mesmo em frente ao museu, onde continua a ser contada a história do país. Eu que não sabia nada da Irlanda fiquei a saber.
O 2º piso do museu é inteiramente dedicado aos U2, que são irlandeses.



Tínhamos que almoçar rápido para seguirmos para o museu da Guiness e queríamos algo tradicional. Não há assim tanta comida tradicional, tirando o fish&chips (que íamos jantar em casa), então fomos almoçar num pub, a ver futebol e a beber cerveja irlandesa.


Seguimos para o museu da Guiness. Na verdade achávamos que víamos aquilo em 2 horitas... Só que não! Foram mais de 3 horas e vale bem o dinheiro do bilhete. São 7 andares de museu, começa com a produção da cerveja, conta a história desde o início da produção, o seu crescimento e desenvolvimento; depois tem um piso mais sensorial, com cheiros e sabores (onde se aprende fazer uma degustação), há uma zona de bar com música ao vivo; há um piso só com as publicidades mais icónicas da marca e ainda se aprende a tirar uma Guiness perfeita, com direito a diploma. No último piso a vista sobre a cidade é de 360º e pode beber-se uma Guiness de oferta.






Voltamos para casa ao anoitecer, depois de algum tempo a deambular, perdidos, na margem errada do rio. Finalmente encontramos a paragem do autocarro e voltamos a passar o Liffey.
Despedimo-nos de Dublin com esta vista.